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31/08/2010 - O Luxo como Ferramenta de Gestão

 

O Luxo como Ferramenta de Gestão

Por Rodrigo Schneider

 

O Brasil  é um mercado em expansão no que diz respeito ao luxo, muitas marcas mundiais estão abrindo suas lojas e destinando atenção especial ao setor. A nova classe média já usa muitos artigos de luxo, usa para seu bem estar, para se destacar e fincar de vez a bandeira do seu novo status perante a sociedade. 

Muito ouvimos falar sobre luxo, super luxo, alto luxo. No geral, da para imaginar que quando algum produto (ou serviço) vem com a prerrogativa de ser de luxo, estamos recebendo o que há de melhor. Bom, deveria ser assim. Para começar, essas classificações de super-luxo, alto-luxo e outras mais usando o luxo como "palavra composta"  são no mínimo,  desnecessárias. Explico, conforme Carlos Ferreira, da MCF  Consultoria  - empresa especializada em mercado de luxo - "luxo é luxo, é o máximo em excelência que um produto ou serviço podem alcançar".  Ferreirinha é um expert em mercado de luxo, foi diretor da LVMH da América Latina entre outras empresas do segmento, hoje em dia preside sua empresa de consultoria no ramo.

Comecei o artigo com o nome de O Luxo como Ferramenta de Gestão e vamos voltar para o tema central que é como  o luxo pode ser usado para esse fim - em uma idéia geral do negócio.

 Para um produto ser considerado de luxo, ele precisa ter características especiais. Como luxo é o mais alto nível que se pode chegar, naturalmente o  produto  não pode ter falhas. Tem que ser um produto resolvido. Após este, o mercado deve ser estabelecido, de forma que o cliente o note. Ser notável é outra característica fundamental.  Quando um produto é resolvido, com mercado estabelecido,  diferenciado, já esta no caminho de ser um produto de luxo. Muito se fala de valor agregado, pouco se fala de valor percebido, esse de suma importância.  Durante este processo, tudo com certeza será revisto, analisado, planejado, executado e controlado para assegurar a qualidade final - isso não soa familiar?

Poderíamos parar por aqui, porém, o principal ainda esta por vir.  A experiência do consumidor é certamente o que vai seduzi-lo, vai cativá-lo.  Steve Jobs certamente concordaria comigo agora...

Estamos falando do laço no pacote, do Hello ao ligar o computador, do traço de molho ao lado do filet, do bombom de boas-vindas em cima do travesseiro no quarto.

 

Este texto é de responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a opinião da +Plus Assessoria.